basicamente isto começou por ser um blog politico-social mas depois ja n me apeteceu por isso agora n digo nd de jeito aqui

domingo, 10 de julho de 2011

make yourself difficult

Eu acho piada a estes jogos de ''poder''.
Tu finges que não sentes o que sentes, ridicularizas qualquer mostra de afecto, e imaginaste no controlo.
Acho piada porque te iludes, constróis castelos com muralhas de ar que não te protegem como deverias ser protegida, o que por sua vez me entristece, não perceberes que a tua atitude de superioridade só te deixa mais vulnerável.
O que tu não sabes é que o teu corpo te trai, mais do que alguma vez alguém te traiu, e te deixa exposta, tão vulnerável e frágil.
Gosto de te ver brincar com os sentimentos alheios, como fizeram já inúmeras vezes contigo, na esperança de sentires o poder, a força que isso te proporciona, e vou deixar-te continuar esse teu domínio que tanto anseias e te vanglorias por ter, tanto porque a mim não me transtorna como porque te deixa tão radiante que me alegra o dia.
Afinal, o que é a vida sem o sonho?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

parkour

se tivesse de resumir a expereincia de parkour numa palavra diria libertaçao, mas isto nao revela tudo, é esquecer os limites e suplantar-me em todos os aspectos
quando salto atingo uma liberdade idêntica a de sonhos, uma emoçao e adrenalina que nao julguei possivel, ultrapasso limites do meu corpo que julgo sobre-humanos, a sensaçao de saltar 5 metros por cima de 7 andares de puro ar é incrivel.
é uma injecçao de adrenalina que me faz sentir imortal, sinto-me uno com o mundo e todos aqueles que lhe pertencem a cada cat leap, a cada monkey, a cada salto vertiginoso e a cada aterragem suave que lhe segue
liberta-se em mim um animal desafiador das leis naturais do seu próprio corpo, desejoso por mais um salto em precisão, por saltar mais longe e mais alto e gritar a plenos pulmões cada vez que quebra uma nova barreira.
é esse o animal que escondo dentro de mim e que oiço rosnar e arranhar por liberdade, que lhe é concedida a cada oportunidade que tenho de desafiar o eu enfadonho e preso a esta realidade regrada e sufocante.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

vida

hoje acabou-se o leite
e eu atingi o fundo com ele, começo a desesperar com esta merda, não há dinheiro não há trabalho para mim não há uma porra de um bocadinho de humildade da minha mãe para ir trabalhar para uma caixa de supermercado porque tem vergonha de ser vista.
e o leite já se acabou, amanha acaba-se o chouriço e daqui a uns dias a manteiga, depois vou ter pão para comer com pão, se não tiver ficado bolorento entretanto.
Nao tenho dinheiro  nem para levar a minha miuda a ver o mar e nunca pensei que isso doesse tanto.
tenho de ouvir a minha mae a lamentar-se quando lhe pergunto o que fez hoje e diz que a vida esta uma merda que nao arranja emprego e que quando quer sair para ir tentar ira a brisa arranjar um emprego que começa a chover e ela nao consegue conduzir com chuva. quem nao tem vida nao tem problemas desses mãe.
só quero que esta fase acabe, que das carradas de currículos que mandei algum seja analisado que haja alguma coisa em angola para ela fazer e que eu possa finalmente só sofrer as consequências dos meus próprios actos.

Ass: Suicida emocional